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Contemplar alguma forma de arte pode ser uma fonte de cura para doenças físicas e mentais. Quando nos concentramos nos sons, imagens, cores, formas, a mente desvia-se das preocupações cotidianas e diversas áreas do cérebro são ativadas para compreender a cena artística, mudando até o ritmo da respiração e produzindo um grande estado de relaxamento.

O sistema imunológico responde positivamente assim como os hormônios, que passam a atuar nas sensações de bem estar e prazer.

O uso de recursos artísticos com finalidades terapêuticas começou a ser incentivado no início do século XIX, pelo médico alemão Johann Christian Reil. Ele estabeleceu um protocolo terapêutico com finalidade de cura psiquiátrica onde incluiu o uso de desenhos, sons, textos para estabelecimento de uma comunicação com conteúdos internos. Vários estudos já provaram as boas relações entre Arte e Psiquiatria e grandes nomes adotaram a prática em seus trabalho, dentre eles Carl Jung, que passou a trabalhar com o fazer artístico, em forma de atividade criativa e integradora da personalidade.

“Arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida” (Jung, 1920).

A arteterapia pode fazer parte do nosso cotidiano a medida que nos conectamos com diferentes formas de arte e por vezes interagimos ativamente com ela. Ao desenhar, atuar, esculpir, cantar, buscamos maneiras de expressar sentimentos e organizar pensamentos. A arte nos dá a oportunidade de autoconhecimento, expressão e de enfrentar a dor com mais serenidade.

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Por isso a arteterapia tem sido largamente usada em hospitais no Brasil e no exterior, tratando complementarmente doentes crônicos como os portadores de câncer por exemplo. “O doente tende à imobilidade, porque acha que se fizer algum esforço ele pode sentir dor ou se abalar. Na arteterapia ele é ativo o tempo todo e isso o traz de volta ao ciclo criativo da vida”, afirma Joya Eliezer, presidente da Associação Brasileira de Arteterapia.

A Arteterapia tem como principal objetivo atuar como um catalisador no processo terapêutico, de forma que o indivíduo entre em contato com conteúdos internos e muitas vezes inconscientes, normalmente barrados por algum motivo, assim expressando sentimentos e atitudes até então desconhecidos. Ela resgata o potencial criativo do homem, buscando a psique saudável e estimulando a autonomia e transformação interna para reestruturação do ser. Propõe-se então, a estruturação da ordenação lógica e temporal da linguagem verbal de pessoas que preferem (ou que só conseguem) expressões simbólicas. A busca da terapia da arte é uma maneira simples e criativa para resolução de conflitos internos, é a possibilidade da catarse emocional de forma direta e não intencional.

Que tal experimentar a arte em suas diferentes maneiras, e começar a prestar mais atenção às exposições, concertos e atividades artísticas na sua cidade?

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