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Nós já vimos algumas iniciativas bacanas para a revitalização de áreas verdes, parques e praças urbanas que se apresentavam degradadas. Mas esta me chamou a atenção por ser uma iniciativa dos próprios moradores, na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro.

Cansado de ver o “sítio” onde brincava na infância lotado de lixo e entulho, o professor de música Mauro Quintanilha chamou os colegas Paulo Almeida, Manoel Silvestre, Tiago Bezerra e Vitor Alves para limpar o local, trabalho que levou quase oito anos. O terreno foi uma reaprorpriação para o Parque Estadual do Vidigal, do qual foram demolidas pela prefeitura as casas que invadiam o lugar, mas que nunca teve o entulho da demolição removido.

Hoje, a enorme área de 8,5 mil metros quadrados deu lugar a um oásis verde, com jardins, horta, escadas de pneu e bancos de pet, o Sitiê. O nome é uma fusão de “sítio”, modo como os moradores chamavam o lugar no passado, com o pássaro rubro-negro visitante frequente do local, o tiê-sangue.

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O espaço ganhou um upgrade no último fim de semana, com uma improvável conexão Vidigal-Harvard-asfalto do Rio. Pedro Henrique de Cristo, 30 anos, é um paraibano formado em Políticas Públicas na prestigiosa Universidade Harvard, nos EUA , e mora há um ano do Vidigal, por opção.

Fundador da entidade Cidade Unida – que recebeu prêmio do ONU-Habitat por programas de políticas públicas em favelas do Rio –, ele idealizou o projeto para tornar o Sitiê um parque ecológico e de educação, com arquitetura de alto nível, voltada para o aprendizado e sustentabilidade. Convocou amigos arquitetos de Harvard e viraram três noites na elaboração dos projetos em computador.

Contando com o apoio do moradores e de outros colegas de Harvard para desenvolver o projeto, o grupo fez uma escadaria com pneus que liga o asfalto ao parque, lá no alto do morro.

Da iniciativa de um morador e do apoio de várias pessoas, nasceu um parque lindo, com materiais reutilizados do lixo a ainda com vista para o mar.

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