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A FIDELIDADE E A VERDADE
” A monogamia pede sacrifícios a todos. Todo homem é um potencial traidor. Toda mulher é uma potencial traidora. (…) Trai-se por fidelidade e por infidelidade. Trai-se tanto por apego como por desapego. Quantos casamentos são uma traição profunda à promessa de busca de uma vida de enriquecimento afetivo mútuo? Viver este tipo de casamento é uma forma de traição bem mais séria do que um possível adultério representa, a traição ao corpo. A fidelidade hipócrita é um compromisso com o passado que obstrui o presente e o futuro. Melhor o traidor do que o hipócrita”.
Clarisse Niskier, em a Alma Imoral, de Nilton Bonder. http://www.almaimoral.com/

Satya – verdade (pronúncia: sátyá)
“Vive tua vida dentro dos princípios da verdade e no compromisso de ser sempre verdadeiro contigo mesmo.”

Ser verdadeiro é perceber nosso próprio estado. É perceber a verdade sobre nós mesmos seja ela qual for, sem fugas nem justificativas.

A verdade começa quando nos vemos tal como somos e partir disto a percepção se desenvolve para as coisas que nos cercam e passamos a ver sem véus. Para isto, necessitamos aprender a manter a mente silenciosa para que se calem as vozes que estabelecem padrões, crenças e dogmas interferindo na percepção clara dos fatos.

Estar aberto para a verdade significa, antes de tudo, aprender a ouvir, aprender a fluir com os fatos e parar de lutar tentando adaptar aquilo que realmente vemos com aquilo que gostaríamos que fosse. A mente deverá estar quieta, sem o movimento do pensamento que faz ruídos e traz os ecos da memória. A verdade será percebida pelo ato de atenção, pela observação.

Em asana, Satya significa o estado do nosso próprio corpo assim como ele é e não como queremos que seja.

ASTHANGA YOGA de Patanjali
Os oito braços do Yoga
comentários: Eloisa Vargas
pronúncia do sânscrito: Alexandre dos Santos
fonte:http://www.yogabrasil.com.br (clique aqui para acessar)