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Tava lendo a matéria capa da Vejinha sobre a AACD, hoje um centro de referência em tratamentos a diversas deficiências físicas, provindas de paralisia cerebral, lesão medular, más-formações congênitas, etc. Embora atendam também adolescentes, adultos e idosos, 70% são crianças! 2500 pacientes é o incrível número que eles atendem, e outras 18 MIL pessoas aguardam uma vaga.

Todos os dias estas pessoas lidam com o desafio de superar os limites dos seus corpos fragilizados, com sérias dificuldades motoras e principalmente, com muita dor. E apesar de tudo isso, sorriem com doçura e agradecem a oportunidade deste tratamento!

Patanjali, o sábio que escreveu o importante tratado de “Yoga Sutras”, há mais de 2 mil anos, sugere que, ANTES DA PRÁTICA DE ÁSANAS (POSTURAS), pratiquemos Yamas e Nyamas, os preceitos éticos da sua relação com o mundo e com você mesmo. Dentre eles, há um que vale a pena destacar aqui, que é TAPAS (aparar as arestas=praticar), traduzido por DISCIPLINA.

Embora o Yoga seja um caminho de autoconhecimento e auto apropriação de corpo e mente (tão bravamente buscados pelo pessoal da AACD), sabemos que duas aulas por semana têm efeito impressionante no equilíbrio dos sistemas e cura de diversas patologias e distúrbios, começando por ansiedade, insônia e depressão. Apenas DUAS horas por semana!
Vendo o pessoal da AACD, é interessante pensar que, pessoas com condições financeiras razoáveis (alguns até já matriculados em aula de yoga), mobilidade perfeita, maravilhosa sanidade física e mental, preferem ficar no sofá reclamando da vida, das dores, da ansiedade e da depressão “que é culpa de alguém”, achando que praticar yoga DUAS vezes por semana é algo que exige muuuita dedicação, que hoje choveu, que não é segunda feira, que a escola mudou duas quadras para baixo, que a Dilma… uhhh

Um mínimo de disciplina é necessário para equilibrar a vida, sinto em dizer! Na dúvida, recorra aos sábios! E temos duas opções: fazer sem gostar ( o que inclui reavaliar seu hábitos alimentares, prática física, padrões de pensamento, comodismos intelectuais ) ou ter gratidão pela oportunidade e FAZER!

Acho que na AACD ficariam surpresos em olhar como nos tornamos mais reféns da nossa “zona de conforto” do que eles de suas muletas, não?