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Participei de uma cerimônia muito singela no Templo Busshinji, do Zen Budismo, em São Paulo. A oferenda de velas à Aparecida Kannon da Paz Mundial, onde os participantes escolhiam as cores das velas de acordo com suas intensões, aconteceu na porta do templo e convidou praticantes do budismo ou passantes na rua a participar.
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A Kannon Bosatsu é uma das figuras mais populares do cannon budista, um dos avatares do Buda Shakyamuni. Quer dizer, ela manifesta a própria compaixão. A compaixão é um dos motores que rege a prática budista. Ausente de ego, a compaixão torna-se um ato de sabedoria quando reconhece a interdependência do universo. Ajudar, sem desejar retorno teria sido o juramento dos Bodhisattvas (Bosatsu em japonês), seres que renunciaram ao próprio interesse em função dos outros.

Por quê “Aparecida Kannon”?

O mestre zen japonês que, munido de sua “compreensão peculiar”, decidiu fazer no Brasil uma cerimônia “para a compaixão e comunhão entre todas as pessoas”, conforme foi anunciado, e ordena a seus monges e ao “departamento feminino” do templo que prepare tudo para a nova Cerimônia a “Aparecida Kannon Bosatsu da Paz Universal”. Simples assim: Ao se buscar a comunhão temos que primeiro procurar o que temos em comum, não o que nos distingue. O ponto de contato entre Kannon Bosatsu e Nossa Senhora Aparecida é naturalmente a devoção que o povo japonês têm pela primeira e o brasileiro, pela segunda. Um sincretismo delicado e muito apropriado para a ocasião.

Templo Busshinji – Rua São Joaquim, 285, São Paulo.