Liberdade

“Tudo que pesou até agora como medos sem sentido no meu inconsciente está chegando à luz do consciente. Consigo perceber agora as interligações e posso aceitar os desafios da minha vida. Não saber e não entender é como um tumor maligno tomando conta da nossa psique, bloqueando o avanço da nossa vida. O conhecimento é um ponto de giro; é o nosso momento de decisão, nos impulsionando na direção de uma ação positiva, rumo à cooperação, para que não permaneçamos como meros seres autômatos: jogados e movidos pelas ondas das circunstâncias, pela assim chamada “casualidade”. Ao invés disso, devemos nos tornar ativos e acessíveis às transformações a fim de crescermos como indivíduos completos.

Não posso mais voltar a “adormecer”. A tomada de consciência é um processo que não pode mais ser interrompido, mas deve prosseguir vinte e quatro horas por dia, durante o trabalho e até mesmo durante o sono. Devo me tornar mais consciente até mesmo em relação aos meus sonhos. Não há mais saídas ou desculpas. Sei que devo ser responsável em cada momento, cada felicidade, cada sorriso, cada lágrima ou desespero na minha própria vida. E pelos outros também. Por todas as pessoas que cruzarem o meu caminho, já que não existe “acaso”. Todo encontro, por mais curto que seja, tem um motivo ou uma razão de ser.”

Do livro ‘Papiros Indianos’, de Karin Czech

Do delicado livro de Karin Czech, que li rapidamente pela leveza da história e por reconhecer nesta simplicidade um grande ensinamento, ficou ainda uma certeza: de que não tenho certeza sobre nada!
Pouco entendemos das dimensões que vivemos agora, presos que estamos a esta “realidade” tridimencional.
A matéria e seus sentidos nos distraem da verdade e tantas vezes nos aprisionam no sofrimento.

Olhamos para tudo sob os óculos da dualidade, certo e errado, bem e mal, branco e preto. Nossas mentes ficam agarradas ao passado e projetando o futuro, mas pouco refletem o que somos agora. Agora, somos ilimitados, realizados e completos. Quando desidentificados do corpo que é falível, das aparências e diferenças ilusórias do ego, somos a realidade plena e o infinito princípio.

O medo expõe nosso apego à opinião dos outros, às frustrações do passado e a nossa ansiedade por controlar o que não é controlável. É apenas fluxo! Não se controla. Une-se a ele.

Nossas opiniões e decisões não se aproximam ou discordam das as opiniões do Universo, porque este não tem opinião. É apenas fluxo! Se manifesta por este olhar criador com o qual fomos dotados ao nascer mas que desperdiçamos com futilidades e “mimimis” no dia a dia. E vontades! Um milhão de vontades!!!

Quando silenciamos e encontramos em nós este criador, não há o que se temer. Pois tudo está correto e perfeito como é. O aprendizado contido em cada experiência é o que nos liberta do véu da ilusão, das falsas “seguranças” e expectativas, e conduz por este caminho de conhecimento e realização.

Portanto, aceite de peito aberto os desafios da sua vida e assuma a responsabilidade por todos eles. Se apresentaram-se a você agora, é porque você mesmo os trouxe em alguma dimensão. “Não existe acaso… Tudo tem uma razão de ser.”

Papiro Indianos, Karin Czech, ed. Giostri Editor
SINOPSE – O leitor acompanha a viagem surpreendente da autora, do Sul da Índia até o deserto Thar e à beira do rio Ganges em Varanasi, e é testemunha de uma profunda transformação. Encontros cármicos estimulam recordações de vidas passadas, lançam pontes entre o passado e o presente. O caminho para dentro dos mistérios da alma, guiado por um amor eterno, é o fundo desta história emocionante.