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Haja Dieta Detox! Não é de se surpreender que muita gente neste país esteja sofrendo das “ressacas” pós-folias! O Carnaval é quase uma obrigatoriedade para um brasileiro, do tipo, se não carimbar isto no passaporte não ganha visto de cidadão. Um pouco de exagero, não? Enfim, gostos festivos à parte, vamos entender brevemente como entramos nesta história e o que fazer para sair dela. (Ou pelo menos se livrar das toxinas.)

Com a implantação da Semana Santa (lembram da Páscoa?) e do período de quarenta dias de jejum que a antecede chamado de Quaresma no calendário da Igreja Católica (século XI), o Carnaval, já comemorado pelos gregos, passou a ser festejado também por católicos. O longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra “carnaval” está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão “carnis valles”, que, acabou por formar a palavra “carnaval”, sendo que “carnis” em latim significa carne e “valles” significa prazeres.
Obviamente a Quaresma não propunha fome à população. Propunha cortar os excessos e fazer alguns sacrifícios dos prazeres diários, como comer carne e beber álcool. Como um período de purificação.

De certa forma, o jejum é visto como sacrifício para muitas religiões do mundo. Para o Ayurveda, a tradicional ciência médica indiana, ele é visto como fonte de saúde e equilíbrio. Sua periodicidade varia de acordo com o nível de toxinas e biotipo da pessoa (dosha) e seria recomendado por um terapeuta ou médico especializado.
Esta semana, a BBC News publicou um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos, onde foi comprovado que um jejum semanal pode ajudar a prevenir doenças degenerativas como o mal de Parkinson ou de Alzheimer. Consideram jejum um ingesta diária de até 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá.

Para o Ayurveda, uma monodieta, alimentação com um único alimento, também é uma forma de jejum.

Consideramos o arroz integral uma riquíssima fonte de nutrientes e um excelente desintoxicante. As “papas” de arroz integral são quase sempre escolhidas para esta função.

Na minha monodieta, adicionei cenoura e mandioca. Escolhi um arroz de boa qualidade, acompanhado de outros grãos.

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Para o preparo, não foi usada a famosa “refoga”. Apenas cozido com bastante água. Coloquei uma tâmara em cima só para fazer uma graça.

Sobre os sucos desintoxicantes, temos uma grande variedade, mas recomendo que dêem uma olhada aqui, pois são bem mais simples do que os jejuns, e mais seguros, se você não tem o aval de um médico.

Já que aqui no Brasil o ano começa depois do Carnaval, que tal você pensar em saúde agora? Afinal, os excessos podem ser repensados por uma boa causa, não é?