felicidade

A busca pela felicidade tem se tornado cada vez maior. Existem várias experiências que podem nos fazer sentir felizes. Um bom passeio, uma comida apetitosa, uma conversa gostosa ou divertida, uma conquista amorosa, profissional ou material. Mas, afinal, o que significa viver felicidade?

Será possível ser feliz todos os dias? A vida inteira? Ou só em alguns momentos específicos?

Agumas pessoas provavelmente dirão que não é fácil viver e que a felicidade constante é uma utopia.

Se compreendermos a felicidade como uma condição natural da vida, como por exemplo, as batidas do coração e não como um estado passageiro, como a tristeza ou alegria, podemos sim afirmar que viver felicidade significa estar vivo.

Confundimos sentimentos e emoções de alegria com felicidade ou de tristeza, com a falta da mesma.

A felicidade é uma condição inerente à experiência de existir. Porém, há diversos fatores que podem bloqueá-la. Pessoas que sentem muita tristeza ou dor profunda existencial dificilmente sentirão a felicidade, muito pelo contrário, viverão a vida com a impressão do sofrimento. É quase como uma cicatriz. Vai marcando o corpo, a alma e a pessoa passa a enxergar o mundo e as relações sobre essa ótica.

Eliminar o sofrimento é um caminho para abrir espaço para a felicidade. Não significa ser alegre o tempo inteiro. Podemos estar tristes e felizes. A felicidade abarca as vivências mais sutis ou mesmo aquelas que já se tornaram mecânicas e que pouco prestamos atenção, exceto quando algo sai do curso como uma doença, perda ou mudança grande na vida.

Não lembramos o tempo todo que respiramos que este ato nos possibilita viver. Simplesmente respiramos. Isso se aplica a diversos outros atos como o funcionamento de nosso corpo e mente. Quando aprendemos que podemos respirar com consciência e que essa respiração pode nos acalmar, desacelerar, nos tirar do estado de ansiedade, além de nos tornarmos mais presentes na experiência de viver o momento, o instante ou aquele dia, abrimos espaço dentro de nós para acessarmos a felicidade.

Ela é plena, não dá para ser mais ou menos feliz. Quando retiramos as camadas de conflitos, sentimentos dolorosos, mágoas, raivas inconscientes, mais sentimos a vida caminhando integrada à nossa experiência de existir. Isso é viver a felicidade.

Enquanto as pessoas continuarem a buscar a felicidade nos outros ou no externo, como trabalho, bens materiais, viagens, casamento, não a sentirão de fato. Continuarão a ter a experiência do passageiro, como se felicidade durasse um certo tempo.

Felicidade é interna, só pode ser encontrada dentro da gente e há alguns caminhos que possibilitam essa conquista. Todos referem-se ao autoconhecimento e, consequentemente, desbloqueio de todo o “lixo tóxico” emocional.

Viver a felicidade é estar e sentir a vida com todas as possibilidades transformadoras que podem acontecer, desde que nos abrimos a mudar, criar, recriar e também transformar.

Cristina Ciola Fonseca
Psicanalista
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