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Hoje vamos preparar a receita de doce de mamão enroladinho, que além de trazer uma nostalgia gostosa das antigas fazendas, é uma ótima pedida para aqueles dias que queremos esvaziar a mente e meditar enrolando as tirinhas.

Toda vez que eu vou para Marília (interior de São Paulo), paramos no caminho num lugar incrível e bem mineiro, onde encontramos queijos, preparações com milho e o pão de queijo mais incrível do mundo! Fico paquerando os doces de compota que decoram enormes prateleiras de madeira na parede de alvenaria. Acho as compotas uma arte, uma herança de origem árabe que até hoje é muito viva no Brasil, especialmente em Minas Gerais. Babando sobre as delícias, cheguei na casa da minha sogra esse feriado e o mamoeiro estava lindamente carregado com frutos verdes. Nos veio a ideia de fazer nosso próprio doce.

Vocês sabiam que a papaína (enzima presente no mamão papaia, responsável pela boa digestão) é muito mais ativa quando o mamão esta verde? Você pode tirar a casca e ralar e decorar a salada com ela, ou tirar a casca, cortar em cubos e refogar igual abobrinha como prato salgado, típico do Centro Oeste.

Vamos então a receita meditativa do doce de mamão enroladinho!

Ingredientes

1 mamão papaia pequeno verde
Uma panela de água fervente
1/2 kg de açúcar demerara
1/2 l de água
2 paus de canela
6 cravos da índia

Preparo

Corte o mamão na vertical e retire as sementes. Com o auxílio de um descascador de legumes retire fatias longas do mamão com a casca (a casca que dá o charme ao doce, então não remova). Enrole cada fatia e transpasse uma linha com o auxílio de uma agulha simples de costura – faça isso com todas as fatias até formar um colar de rolinhos.

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Eu fiz em quatro colares, para não ficar tão grande e tão pesado para acomodar na compota depois. Acomode dois colares na panela de água fervente ainda no fogo (é importante que essa água esteja já fervendo) e deixe ferver por 10 minutos. Passe os colares para uma peneira e jogue imediatamente água fria da torneira para remover o excesso de amargo e parar o cozimento.

Repita essa operação com o restante dos colares e reserve todos em uma peneira. Após parar de pingar, transfira os colares para um vasilhame de vidro grande e reserve. Em uma panela, ferva 1/2 litro de água, o açúcar, o cravo e a canela até formar uma cada bem rala. Espere esfriar e transfira a calda para a vasilha de vidro onde estão acomodados os colares. Tampe e deixe na geladeira aproximadamente 1 dia na calda. No dia seguinte, transfira o colar para a compota de vidro, corte o fio e puxe toda linha deixando os rolinhos na compota, faça isso com os demais colares até a superfície do pote. Cubra com a calda sem a canela e o cravo e tampe. Rendimento: 3 compotas de vidro.

Dá trabalho mas o resultado é incrível e uma delícia!

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