gargalhada

O homem gosta de rir por rir. A mulher, para parecer mais leve, bonita e sedutora. Para eles, a risada é um fim. Para elas, um meio. Essa é uma das conclusões da antropóloga Mirian Goldenberg, paulista radicada no Rio de Janeiro, que pesquisou o papel do riso na nossa cultura.

Mas, afinal, quem está certo, o homem ou a mulher?

Ambos. A alegria é um bem em si, mas a intuição feminina não se engana: o sorriso é uma poderosa arma de conquista. Não serve apenas para encantar o sexo oposto mas também para fazer amigos e abrir portas. “Na minha opinião, o riso e o sorriso são até mais importantes do que a palavra”, afirma Mirian. Você pode dizer coisas pertinentes, mas, se tiver um discurso sério demais, não consegue se comunicar, pois não faz contato afetivo com o outro.”

A especialista garante que o riso é valorizado no Brasil, mas sua importância não é a mesma em todo lugar. Entre suas entrevistadas, por exemplo, há uma brasileira de 47 anos que já morou em vários países e há dez anos se fixou nos Estados Unidos. Ao comparar o humor brasileiro e norte-americano, ela considera que estamos muito melhor na foto: “Temos até rituais coletivos, nos quais rimos de nós mesmos, como o Carnaval e as festas juninas. Os brasileiros são capazes de rir das suas heranças culturais, da pobreza, da homossexualidade, de tudo. Já os rituais americanos são cheios de pompa e tradição, daí a praga do politicamente correto. Eles acreditam que devem parecer sérios para provar que têm valor. Nós somos mais relaxados. Como sabemos zombar de nós mesmos, não temos tanto medo do ridículo porque, no fundo, acreditamos que o mais importante é ser feliz”.

No Brasil, nos comunicamos muito com os gestos e o corpo. O riso, expressão física de contentamento, é tido como um modo de cada um vender seu peixe, negociar e contornar conflitos. “Além da alegria, ele também é uma demonstração de receptividade e acolhimento. Associado a outros elementos não verbais, ganha diversos significados”, explica o psicólogo Ailton Amélio, especialista em comunicação não verbal e relações amorosas. Segundo ele, um belo sorriso acende o sinal verde na paquera; já a capacidade de rir junto é prova de cumplicidade e sintonia fina entre os casais.

Elixir mágico

Para a pesquisa ‘A Risada na Cultura Brasileira’, Mirian Goldenberg distribuiu questionários a 100 homens e 100 mulheres. Ela fez ainda 50 entrevistas detalhadas. O estudo, realizado este ano, foi consequência de outro que a antropóloga fez em 1998 sobre casamento, sexualidade e infidelidade, na qual ela mapeou o que era considerado atraente pelos dois sexos. Ambos destacaram o corpo, a inteligência, o charme e o bom humor.

Numa recente investigação sobre envelhecimento, os entrevistados também apontaram que “a melhor forma de envelhecer é com bom humor”. Somando todos os levantamentos, Mirian acumulou mais de 3 mil questionários em que a capacidade de rir mostra-se muito valorizada: espécie de elixir mágico, ela é vista como agente de cura da solidão e dos males da alma, ajudando a viver, amar e aceitar as transformações do tempo. Essa tese feliz tem também o aval de roteiristas e humoristas nacionais.

Os homens parecem se divertir mais do que nós mulheres: 84% dos entrevistados dizem que riem muito, ante 68% das mulheres. E quando é que elas riem mais? Quando estão perto dos homens – namorado, amigo ou filho. “Entre eles, 60% se consideram engraçados. Só 30% das mulheres afirmam o mesmo a respeito delas”, diz Mirian. No uso perspicaz da autoironia, de novo eles ganham: 50% garantem que sabem rir de si mesmos. Entre as mulheres, apenas 28%.
Fonte: Revista Cláudia

# MULHERADA, TÁ NA HORA APRENDER A RELAXAR, HEIN?

Coloquei aqui um vídeo muito hilário da pegadinha que virou HIT na internet e foi até premiada pela sua originalidade! Impossível não rir. Confiram!