Frase

“Devemos nos tornar a mudança que queremos para o mundo” – Gandhi

Posts Tagged ‘budismo’

Samsara, Nirvana e o Yoga em Búzios

Wednesday, April 11th, 2012


Se você estava procurando um lugar entre o céu e a terra, de preferência com sotaque brasileiro, já encontrou! A pequena cidade Armação dos Búzios, mais conhecida como Búzios, no litoral fluminense, não deixa nada a dever nem aos amantes das boas compras e gastronomia, nem aos praticantes espiritualistas e entusiastas da vida natural.
Famosa por ter sido adotada pela lendária Brigitte Bardot na década de 60, Búzios recebe muitos turistas brasileiros e “gringos” ao longo do ano, e conta com algumas possibilidades bem interessantes para você curtir yoga, meditação e uma comidinha veggie na sua viagem.

Começando pela loja Samsara, que vende artigos indianos, livros espiritualistas, incensos, roupas e muitas outras coisinhas, e pelo restaurante Nirvana (literalmente no andar acima de Samsara), que tem um buffet vegetariano com um toque ayurvédico funcionando de terça a domingo. O proprietário Paulino recebe pessoalmente os visitantes. Clique aqui para endereço e afins.


E se você quiser praticar Yoga e Meditação, o centro budista Buddha Dharma Meditation Center, na Rua da Pedras, oferece Meditações guiadas de Autocura Tântrica, aulas de filosofia budista, palestras e aulas de Hatha Yoga. Mas confira o site do centro, para não perder o horário das práticas!
A professora Rosália Wayhs coordena o projeto Yoga in Buzios que além de eventos, conta com aulas regulares e uma formação de professores.
Tem loja do Mundo Verde por lá também. E muita, muita coisa bonita pra se ver e desfrutar…

E para fechar este post, os ares quentes da Praia da Ferradura… Vai dar vontade para sempre de voltar à “Saint Tropez brasileira”. Namaste

Glossário básico: Samsara e Nirvana são duas palavras muito usadas pelos budistas, que designam a “roda do sofrimento” e o “êxtase em plenitude”, respectivamente.

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A Iluminação em Sete Dias

Wednesday, July 6th, 2011

Um mestre zem dizia:
-Buda afirmou aos seus discípulos: Quem se esforça pode alcançar a iluminação em sete dias. Se não conseguir, com certeza alcançará em sete meses ou em sete anos.
Entusiasmado, o jovem perguntou como conseguiria chegar à sabedoria em sete dias.
-Concentração, foi a resposta.
O jovem começou a praticar, mas em dez minutos já havia se distraído. Recomeçou e, de novo, perdeu a concentração.
Depois de uma semana, o jovem não havia conseguido nada de concreto, mas estava mais atento à sua ansiedade a às suas fantasias. Aos poucos, foi prestando atenção em tudo o que o distraía, e achou que não estava perdendo tempo, mas se acostumando com ele mesmo.
Um belo dia, o rapaz decidiu que não era preciso chegar tão rápido à sua meta, já que o caminho estava lhe ensinando muitas coisas.
E foi nesse momento que se tornou iluminado.

Por Paulo Coelho

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História de Buda e origem do budismo

Monday, July 4th, 2011

O Budismo nasceu na Índia, no séc. VI a.C., com Buda Shakyamuni. Siddhartha Gautama – “Aquele cujo Desígnio será alcançado” ( nome de origem do Buda Shakyamuni) nasceu ao norte da Índia (atualmente Nepal) como um rico príncipe pertencente a família real dos Sákyas. Durante a gravidez, a rainha Maya, mãe de Sidarta, sentia um contentamento tão profundo que inspirou o rei se voltar para as práticas espirituais, encorajando a ação benevolente e compassiva em todos ao seu redor. Na primavera, a rainha deu à luz nos Jardins de Lumbini, sob uma árvore em flor, e faleceu pouco tempo depois.

Criado sob os preceitos das antigas religiões indianas (naquele tempo, a Índia era um território muito rico nas práticas espiritualistas – Yoga já era praticado como ciência espiritualista -, bem como nas ciências como matemática e filosofia), Sidarta foi cercado de belezas e prazeres pelo pai que, temendo que seu único filho deixasse o lar em busca da verdade, o protegeu da visão de qualquer sofrimento.
Quando o príncipe Sidarta atingiu a maioridade, atendeu o desejo de seu pai de se casar, escolhendo a sábia e virtuosa princesa Gopa, cuja mão conquistou mostrando-se mestre nas artes e ciências mundanas, como os esportes (luta, corrida, natação, arte de cavalgar…), as artes (pintura, escultura, música instrumental, canto, dança…) e o comércio.
Além de tais habilidades, Sidarta tinha completo domínio da magia, dos mistérios da natureza, astrologia, escrituras tradicionais indianas, debate, ritos religiosos e Yoga.
Gopa espelhava as qualidades do príncipe, com pureza de coração, indiferente ao luxo e à ostentação. Eles viveram em deleite, nas mais elegantes moradias.

Aos 29 anos, durante quatro passeios aos jardins fora dos muros da cidade real, o príncipe teve quatro visões que transformaram sua vida: um velho homem, abandonado por sua família; um homem desfigurado pela doença e dominado pela dor; um corpo sem vida a caminho do sepultamento, seguido pelos pesarosos parentes; e um tranquilo asceta concentrado na liberação. (Lembrando que o conceito de “liberação” ou “iluminação” já era praticado pelas filosofias da época, como o Yoga). Profundamente impressionado com a inevitabilidade do sofrimento e inspirado pela serenidade do asceta, o príncipe resolveu renunciar a seu reino para buscar o fim do sofrimento. O coração e a mente de Sidarta abriram-se completamente e ele abraçou o inevitável sofrimento de que os seres humanos padecem.
Partiu a cavalo com seu amigo e cocheiro Chandaka, a caminho da estupa do Buda anterior, Kasyapa, onde o príncipe trocou suas vestes reais pelas roupas em farrapos de um mendigo. Cortou seus cabelos, signo de sua condição real, rompendo simbolicamente os laços com a vida anterior. Mandou que o amigo retornasse ao palácio e foi em busca do “incriado, imorredouro, imperturbável”. Por um tempo viveu só na montanha de Rajagrha, e depois foi atrás de cada mestre do país, de cada filosofia, aprendendo seus ensinamentos, até que continuou sua busca espiritual por si só.

Viveu em lugares ermos e praticou as mais severas austeridades, como comer apenas um grão de arroz. Através de tais práticas, alcançou níveis de consciência muito expandidos, embora temporários, e desenvolveu extraordinário poder de determinação, mostrados em cada pedido de seu pai para que regressasse.

Compelido pela compaixão dos seres em sofrimento, abandonou a prática de austeridades, aceitou o prato de arroz com leite oferecido por uma donzela, e sentou-se solitário sob a árvore bodhi, a algumas milhas ao sul da vila de Gaya. Ali, fez voto de não se levantar até que tivesse atingido completa e perfeita iluminação. Sem se distrair ou seduzir com os deuses do medo e do prazer, Sidarta, naquela noite, compreendeu as as operações internas do samsara, o ciclo de nascimento e morte, as vidas passadas de todos os seres e observou o karma em operação.

Compreendeu os padrões de sofrimento, o emaranhado de suas causas e condições e a maneira de trazê-las a um fim. Torna-se um Buddha, o completamente desperto.
Após sete semanas, o Desperto levantou-se de sob a árvore bodhi e dirigiu-se ao Parque das Gazelas em Varanasi, onde residiam seus antigos seguidores. Pelos 45 anos seguintes, o Buddha viajou extensamente ensinando o Dharma a centenas de milhares de seguidores.

Durante o octogésimo ano de vida do senhor Buda, chegou o tempo de seu último ensinamento: Conclamou seus seguidores a buscarem a verdade por si mesmos e a agarrarem-se à verdade como uma lâmpada e a um refúgio. Depois de pronunciar suas últimas palavras – “Monges, a decadência é inerente a todas as coisas compostas”, o Desperto entrou em Paranirvana, fundindo-se com o inconcebível onipresente Dharmakaya.

Pelas mãos de seus discípulos, o budismo firma-se como filosofia e religião em diversas vertentes, que dão continuidade aos ensinamentos do Buddha.

A fonte deste texto é do budismo Vajraya, escola tibetana na qual estudei. ‘Caminhos para a Iluminação’ do Instituto Nyingma.

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Kadro Ling – O templo budista

Friday, June 17th, 2011


Com a chegada do inverno, muita gente busca as serras gaúchas para entretenimento e diversão. Mas muito além dos fondues e chocolates, a região abriga um dos lugares mais lindos e espiritualmente elevados do planeta: O templo budista Kadro Ling, fundado pelo Chagdud Tulku Rimpoche, em meio as montanhas na cidade de Três Corôas. Esta é minha dica muito especial!
Visitei o local pela primeira vez há dez anos, ainda em construção, e não posso descrever a experiência de estar lá. Você pode sentir as vibrações em cada canto, nas rodas e bandeiras de oração, nas lamparinas, nos cantos de mantras, no cuidado com os animais (até formigas têm lá sua proteção), enfim, em absolutamente tudo.
(Amigos, por favor, hein? As fotos abaixo têm 10 anos, do tempo em que ainda se revelava o filme e tal… rsrs)
Eu e minha querida amiga Adri Fares, a titia do Baby Roger Yogi



Chagdug Tulku escolheu o local alto nas montanhas por ser um terreno muito semelhante ao Tibet, onde Rimpoche nasceu e foi criado sob a tradição do Budismo Vajraiana.
Aos interessados em visitar o local, dêem uma olhada do site do Kadro Ling onde vocês encontrarão informações sobre horários, mapa do local, fotos lindas e muito mais.
Mesmo que você não seja praticante de budismo, a visita É SIMPLESMENTE IMPERDÍVEL!

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O plano do Criador e John Coltrane

Wednesday, January 26th, 2011

Nada disso, amigos!!! Não vamos começar a semana (útil) com “frases de efeito”. Vamos começar com MÚSICA DE EFEITO.
‘The Creator Has a Master Plan’, de Pharoah Sanders e Leon Thomas homenageando John Coltrane, é uma das músicas mais bonitas de todos os tempos e retrata um momento do jazz muito especial, chamado de ‘spiritual jazz’ (jazz espiritual), parte do ‘free jazz’. Iniciado por John Coltrane nos anos 60, o movimento mostrava a busca por estados de transcendência. “Eu acredito em todas as religiões”, dizia ele, que também explorou o Hinduísmo, a Cabala, Yoga, matemática, ciências, astrologia, história da África e até Platão e Aristóteles. Sim! A Índia influenciou o Jazz, principalmente o mestre Coltrane. Em outubro de 1965, gravou Om, referindo-se ao mantra mais importante do Hinduísmo que simboliza o infinito de todo o Universo. Coltrane descreve Om como a “primeira sílaba, a palavra primal, o poder da palavra”. A gravação de 29 minutos contém cantos de Bagavadguitá, um épico Hindu. Uma gravação de 1966, lançada postumamente, apresenta Coltrane e Sanders cantando um texto Budista, O Livro Tibetano dos Mortos, e recitando uma passagem descrevendo a verbalização primal “om” como um denominador comum cósmico/espiritual em todas as coisas. Outros álbuns seguem esta linha, como Meditations e o espetacular A Love Supreme
AMO! Selecionei três versões bem diferentes de ‘The Creator Has a Master Plan’ para vocês apreciarem. Prestem atenção à letra, que é muito doce que além de retratar o espírito do movimento, tem tudo a ver com o nosso blog.

Para começar, tipo Chill In :-) , uma gravação da inusitada dupla de Leon Thomas e Louis Armstrong.

Esta outra versão ficou conhecidíssima dos nossos ouvidos 90′s. Já para dançar, por Brooklyn Funk Essentials.

E para fechar a balada deste post, a maravilhosa India Arie.

Qual versão vocês mais gostaram, hein???

Abaixo, a letra e a tradução

There was a time, when peace was on the earth,
And joy and happiness did reign and each man knew his worth.
In my heart how I yearn for that spirit’s return
And I cry, as time flies,
Om, Om.
There is a place where love forever shines
And rainbows are the shadows of a presence so divine
And the glow of that love lights the heavens above
And it’s free, can’t you see, come with me,

The creator has a master plan,
peace and happiness for every man
The creator has a working plan,
peace and happiness for every man
The creator makes but one demand,
happiness through all the land

Houve um tempo, quando a paz estava sobre a terra,
E a alegria e a felicidade reinavam e cada um sabia o seu valor.
Em meu coração, como eu anseio pela volta desse espírito
E eu choro, como o tempo voa,
Om, Om.
Há um lugar onde o amor sempre brilha
E os arco-íris são as sombras de uma presença tão divina
E o brilho deste amor ilumina os céus
E é livre, pode ver, venha comigo,

O criador tem um plano diretor,
paz e felicidade para cada homem
O criador tem um plano de trabalho,
paz e felicidade para cada homem
O criador faz apenas uma exigência
felicidade por toda a terra

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A transitoriedade das coisas…

Tuesday, November 16th, 2010

Estão rolando pela internet estas imagens dos monges budistas montando as famosas mandalas de sal. Isso mesmo! O pó fino que facilmente voa no primeiro assopro. Acho lindo!!
Os monges fazem com grande dedicação e cuidado o desenho das mandalas e depois as desmancham como exercício de compreensão a impermanência das coisas deste mundo, bem como o desapego a elas.
Por aqui, mesmo sem grandes habilidades artísticas, podemos fazer nosso exercício também, não acham?




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