Frase

“Devemos nos tornar a mudança que queremos para o mundo” – Gandhi

Posts Tagged ‘mitologia’

A relação estável e a sogra: HADES E PERSÉFONE

Friday, July 1st, 2011


HADES E PERSÉFONE:

A jovem e bela Perséfone é esposa de Hades, o deus das profundezas. Ela foi raptada por ele e levada para o submundo. Na antiguidade, o rapto era uma prova de amor. Neste caso, o ato deixou bravíssima a mãe da moça, Deméter, a deusa da terra, que se vingou sobre a humanidade não permitindo que mais frutos crescessem, matando de fome os humanos. Zeus, preocupado com o iminente fim dos seus brinquedos prediletos, os humanos, interfere na disputa e ordena que Perséfone passe metade do ano com a mãe e metade do ano com o marido. Assim, todos ficaram satisfeitos.

Ele, muito introvertido, sente prazer em estar solitário e não é apegado as relações amorosas. Se por um lado é desajeitado nos jogos de sedução e na fase da conquista, por outro, quando ama, mantém a relação e é muito fiel. Ela, muito sensível embora excessivamente vaidosa. Aprecia o mundo da imaginação, dos sonhos e dos ideais. É a relação em que a mulher não se sente cortejada pelo parceiro mas acaba ficando na relação porque ele lhe dá estabilidade e segurança emocional.

Curioso, não?

Captar o significado do mito requer apenas coração aberto. Essas histórias são verdadeiros caminhos para o autoconhecimento, cheias de provocação e profundos significados.

Se você quiser explorar um pouquinho mais deste universo, recomendo “O Livro de Ouro da Mitologia – Histórias de Deuses e Heróis”, de Thomas Bulfinch, e “Mitologia Viva: Aprendendo com os Deuses a Arte de Viver e Amar”, de Viktor Salis.

Nas imagens, ‘O Rapto de Proserpina’, escultura de Gian Lorenzo Bernini (1598-1680). Por favor, antes de fechar o post precisei colocar o detalhe da escultura. Uma olhadinha rápida! Sensacional, não?

Gostaram deste passeio pela festa dos deuses gregos??! :-)

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A paixão “caliente”: ARES E AFRODITE

Thursday, June 30th, 2011

Na mitologia não vigoram valores morais como os nossos. Deuses e deusas vivem seus desejos sem barreiras, obedecem apenas e totalmente à paixão. As histórias estão carregadas de exemplos sobre as conseqüências da traição, do ciúme e da vingança.

ARES E AFRODITE:

Olha ela aí de novo, gente!

Como vimos no post anterior, Afrodite, que não era o centro das atenções para seu ocupado marido, Hefesto, acaba por se envolver com seu cunhado, irmão de Hefesto, Ares. Não se sabe ao certo se ela fez isso para despertar o ciúmes do marido. O fato é que eles se apaixonaram e Ares, o deus das armas, torna-se sensível em presença de sua amada. O amor entre os dois é forte e sensual. Ela é misteriosa e encantadora. Ele é protetor. Esse encontro mostra como o homem forte pode ser adoçado pelo amor de uma mulher.
Mesmo separados por Zeus que não admite esta relação para não arrumar encrenca com a “patroa”, Hera (mãe de Ares e Hefesto), os dois voltam a se encontrar e acabam por receber de Zeus uma sentença de nunca mais poderem se tocar, e serem obrigados a passar toda a eternidade olhando um para o outro. Para os romanos, Afrodite é Vênus e Ares é Marte, que se olham de perto mas não podem se tocar.

Só para constar, Afrodite, Ares e Hefesto eram irmãos… mas quem se importa, né?

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Workaholic e traição: HEFESTO E AFRODITE

Wednesday, June 29th, 2011

Para os gregos, a arte de amar era disciplina obrigatória nas escolas da antiguidade clássica (do séc. 4 ao 1 a.C.). “Nas escolas, ensinavam truques de conquista, estratégias e a arte de seduzir”, segundo Viktor Salis, professor de mitologia grega.

HEFESTO E AFRODITE

Zeus, o deus supremo do Olimpo, determinou que a mais bela, Afrodite, a deusa do amor, tinha de ser capaz de amar o mais feio (Hefesto era coxo e o único imperfeito dos deuses do Olimpo). Com muitas habilidades de apreciar o prazer e a beleza, de ser criativa e sensual, Afrodite aprecia a sedução, a música, luzes de velas e presentes. Eles vêm a se casar e, desta união, espalhou-se a lição de que “o belo e o amor foram feitos para serem doados e não guardados”. Afrodite representa a doação do amor, absolutamente pura e legítima. O problema é que Hefesto estava sempre ocupado demais trabalhando. Por se achar feio, Hefesto não se julga merecedor do amor de Afrodite. Acaba por se preocupar tanto com o trabalho que não consegue excitá-la e ela acaba cedendo aos desejos de um amante, Ares (irmão de Hefesto).

A união de Hefesto e Afrodite simboliza o casamento formal, pouco erótico, pautados pelo excesso de trabalho, a pouca dedicação aos prazeres e a beleza e a consequente infidelidade.

Na imagem, O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli (1482–1486). No panteão romano, Vênus era o nome de Afrodite.

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O Casamento por ZEUS E HERA

Tuesday, June 28th, 2011

A mitologia grega traz até hoje, cenários de sobra para debatermos sobre as nossas construções sociais e o papel do indivíduo no coletivo.
Para o psiquiatra suíço Carl G. Jung (1875-1961), somos habitados por características que correspondem ao perfil de deuses e deusas. Jung era um grande estudioso das antigas religiões e seus arquétipos em nossas personalidades, e seus reflexos em nossas relações.

ZEUS E HERA:

Eles são os deuses supremos do Olimpo e representam o casamento duradouro, embora a relação fosse sempre subjugada pela infidelidade, o temperamento forte e a promiscuidade de Zeus. Conhecendo o comportamento de Zeus, Hera, herdeira da sabedoria matriarcal, se mantinha casada pela obrigação de dar o “bom exemplo” da relação estável aos demais deuses e mortais.
Hera é o símbolo da fidelidade absoluta, considerada então o porto seguro deste “reinos de vontades” de Zeus. O relacionamento é marcado por um comportamento patriarcado, picante, com muito ciúmes e pela possessividade desta mulher que se sente tantas vezes insegura.

Atualmente, a mulher-Hera tanto pode representar o feminino subjugado pela sociedade patriarcal quanto pode simbolizar o feminino sábio e maduro. O homem-Zeus, como se vê, dispensa apresentações! :-/ É bem conhecido de todos nós.

Qualquer semelhança, não é mera coincidência…

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O Erotismo por EROS E PSIQUE

Monday, June 27th, 2011

Falamos aqui no blog várias vezes sobre a mitologia e religião orientais. Que tal explorarmos um pouquinho como se desenvolveu a noção do amor e do relacionamento na cultura que foi o berço da civilização ocidental e que ainda é a base para vários de nossos pensamentos até os dias de hoje?
A MITOLOGIA GREGA é uma grande festa que mistura sentimentos humanos e divinos, expõe nossas próprias alegrias e mazelas nas dores e delícias desta relação conturbada que temos entre estas duas porções (a imperfeita e a perfeita) que habitam em todos nós.
Escolhi um casal para ilustrar cada temática.
Mas vamos ao Olimpo e aos casais que mais se destacam nesta festa. (Um por dia, para a gente não se atrapalhar com tanta história,ok?)

EROS E PSIQUE :

Psique era uma jovem belíssima, mas não conseguia admirar ninguém. De longas distâncias vinham homens para admirá-la. Com ciúmes, Afrodite, a deusa do amor, ordenou que seu filho Eros (Cupido, no panteão romana) flechasse a moça para que ela se apaixonasse por ele. No entanto, Eros encantou-se por Psique e imediatamente se viu apaixonado. Após ser conduzida a um palácio por Zéfiro ( o vento do oeste), Psique adormeceu e, quando acordou, foi seduzida por Eros que, apesar de amá-la, não mostrou o seu rosto. Eram imensamente felizes, amando-se todas as noites, até que ela acendeu uma lamparina para poder enxergá-lo, derramando sobre ele uma gota de azeite que o feriu o fez fugir.

Observem como o amor pode ser fugidio quando conhecido. Um pouco de mistério é vital para o erotismo. E o perdão também, pois Psique consegue reconquistar seu amado. As características deste par são jovialidade e frescor. E isso não depende da idade. Nesta relação, o afeto engrandece sem tolher.

Da união de Eros e Psique nasceu Volúpia (conhecida também como Prazer)

Na imagem, escultura de Eros e Psique em mármore, do artista neo clássico Antonio Canova. O Neoclassicismo foi um corrente filosófica e estética de larga difusão que se desenvolveu entre meados do século XVIII e meados do século XIX na Europa e América.

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Quem é Ganesha?

Wednesday, June 15th, 2011


Você já deve ter visto esta imagem mítica do Deus com cabeça de elefante e corpo humano, com quatro braços e uma grande barriga, simbolizando o Universo. (Esta foto é de um Ganesha entalhado em madeira que ganhei de um aluno)
Este é Ganesh ou Ganesha (em português), um deus hindu filho de Shiva (o grande deus da Transformação) e de Parvati, sua esposa.
Conta a história que Shiva, decidindo se retirar em meditação numa caverna, deixou Parvati em casa à espera de um filho. Após muito anos (alguns textos dizem milênios), Shiva retorna à casa. Pai e filho não se reconhecem e travam uma luta onde Shiva termina por cortar a cabeça do próprio filho. Parvati desolada, rejeita o marido que, arrependido, sai pela floresta até encontrar o primeiro animal pela frente. Shiva corta a cabeça do elefante e leva até o filho que passa a ter então o corpo de um humano e a cabeça do animal mais forte da floresta.

Símbolo da sorte, esta figura alegre e generosa estimula a prosperidade e elimina os obstáculos.
Protetor do lar, é reverenciado com incensos de fragrâncias doces, flores e guloseimas.
Seu transporte é um rato, que representa a sabedoria, o talento e a inteligência.
Com um pé na terra e outro no ar, Ganesha (também chamado de Ganapati)é o arquétipo da compreensão entre o mundo espiritual e o mundo material, da razão lógica e da prosperidade em ambos os mundos.
Cada detalhe da imagem tem uma simbologia. Dá uma olhadinha neste “mapa” abaixo:

Agora que você já conhece melhor, pode colocar esta deidade aí no seu altarzinho e evocar todas estas qualidade na sua oração!

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