Frase

“Devemos nos tornar a mudança que queremos para o mundo” – Gandhi

Posts Tagged ‘Patanjali’

Patanjali e os Invejosos – Asteya

Wednesday, December 1st, 2010

“O silêncio dos invejosos é barulhento” Gilbran Khalil Gilbran, poeta e filósofo libanês.

Voltemos ao sábio:

ASTEYA

Asteya significa não roubar, não cobiçar ou invejar bens ou conquistas de outrem. Não é apenas não roubar, mas eliminar totalmente o impulso de apoderar-se de objetos (ou idéias) alheios. Vyása ensina:
Steya significa pegar ilegalmente coisas pertencentes a outrem. Asteya é abstenção dessas tendências, mesmo que em pensamento.

Interpretação do professor especialista nos ‘Sutras de Patanjali’, o querido Pedro Kupfer.

Vale lembrar que este conceito faz parte de Yamas, os preceitos éticos do Yoga que são os primeiros passos para a verdadeira prática e superação de condicionamentos.
A tendência de invejar, cobiçar ou simplesmente não felicitar conquistas alheias está presente em TODA mente humana. Nosso ego se fragiliza com a sensação de “pareço menor que o outro” e reage – muitas vezes inconscientemente – com pensamentos, palavras e até ações para responsabilizar algo ou alguém pelas próprias deficiências ou incapacidades.
A meu ver, o exercício de Asteya não é somente abandonar o desejo sobre o que é do outro, mas também compreender a natureza deste desejo e sua real necessidade no Dharma – o caminho. Compreender o tamanho e valor que atribuímos a certos objetos, pessoas e histórias em nossas vidas e ao mesmo tempo enquadrá-los como pequenos personagens de um imenso TODO, cada um com seu papel. Se perceber que no contexto amplo, macro, o objeto ou pessoa não tem TANTA relevância, e compreender que você já É TUDO O QUE PROCURA, o desejo sobre o objetos e pessoas naturalmente enfraquece, sem você fazer nenhuma força para renegá-los.

E seguir ouvindo os sábios, como meu avô dizia: “Não tenho tudo que contemplo, mas contemplo tudo o que tenho”. É isso! Menos lá, mais aqui! ;-)

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Patanjali e o Ouro de Tolo

Tuesday, November 23rd, 2010

“A compreensão errônea conduz a erros de compreensão do caráter, da origem e dos efeitos dos objetos percebidos” Sutras de Patanjali, 2.5

O que num determinado momento pode parecer de grande ajuda, mais tarde se transforma num problema. O que buscamos como fonte de prazer pode vir a ter o efeito oposto. O ouro de tolo é tomado por ouro verdadeiro. Coisas destinadas a mudar, como a beleza da juventude, podem ser consideradas eternas. O que se considera como conhecimento fundamental pode, com o tempo, revelar-se inútil. Interpretação de T.K.V. Desikachar

Ouro de Tolo. Raul Seixas por Anna Ratto

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Ahimsa: exercite com a NET

Thursday, November 11th, 2010


O monge e o tigre

Meu aluno comentou hoje que está processando a NET. Isso mesmo, a rede de telefonia que dá mais trabalho do que soluções para nossa vida. É o preço alto que pagamos pela tecnologia!
E veja só: Eu também estou processando a NET! Será uma coincidência cósmica? :-)
Ele, bem entristecido, me perguntou:
Mas nós, os praticantes de Yoga, não deveríamos deixar de lado estas coisas?!
Resposta simples e clara: Executar ações sem violência não significa ser negligente e não executar. Deixar outras pessoas te lesarem voluntaria ou involuntariamente sem se expressar é OMISSÃO, e numa esfera social, é falta de cidadania e preguiça. NADA A VER COM YOGA!
O yogi não deixará de agir, mas sim de reagir!!! Respire e ache uma saída onde o gasto de energia seja o menor possível. Como por exemplo: discutir com as pessoas mal instruídas dos SAC’s muito dificilmente te ajudará. Mas gastar algum tempo no SAC para conseguir um protocolo e imediatamente escrever um email para a ouvidoria da Anatel ajuda e MUITO. Sem discussão…bem melhor!
FAZER O QUE TEM QUE SER FEITO, DIMINUINDO AO MÁXIMO A PERDA DE ENERGIA E A IDENTIFICAÇÃO.
“Ai, mas tal pessoa me faz tão mal e eu continuo casado(a)!”…Isso, já é blasfêmia, filhos! Não resignação! HELLOOOOO! (Vou deixar o Bagavad Gita para uma próxima, hein?)

Lá vou eu para o Yoga Sutra de Patanjali (livro clássico que é base para o praticante atual)

Ahimsâ (não violência): “Não querer infligir nenhum mal a nenhum ser vivo.”
“Esta regra implica não só a abstenção de assassinatos ou atos de violência, como ainda de qualquer ato nocivo, em pensamentos, palavras ou ações”.
Dominar e domesticar as reações que a raiva geram em você. O que em nada invalida agir com retidão quando infligem contra você!
Vale lembrar: a pratica diária naturalmente diminue as distâncias do que antes julgávamos bom ou ruim para nós. É claro que se você acha tudo nocivo, vai viver o dia todo tentando lembrar o que é AHIMSA e talvez ganhe uma gastrite (o PITTA sobe) rsrs.

Pois então! Domesticar o “bicho raiva” e ser senhor das suas ações.
Namastê.

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Pratyahara e o Jantar no Escuro

Friday, October 22nd, 2010

Segundo os sutras de Patanjali, importante texto clássico de Yoga que sempre cito aqui, Pratyahara é resumidamente falando a prática de abstrair os sentidos externos. Durante a meditação, facilmente somos distraídos pelas informações trazidas à mente pelos 05 sentidos. Mas para que vocês possa “abstrair-se”dos seus sentidos, é fundamental que você mergulhe profundamente nas experiências e nas persepções dos mesmos, afim de conhecer os caminhos neuróligos, psíquicos e emocionais que movimentam então seus desejos e aversões. As sensações de tocar, sentir, provar serão únicas para cada indivíduo, e certamente significarão uma parte importante do seu processo de autoconhecimento.

O cheiro do bolo da vovó, tocar com os pés na areia da praia, ouvir um amigo tocando violão… são muitas as maneiras de se conectar com sua mente através de seus sentidos. Mas uma eu recomendo em escpecial para este fim de semana:
Em parceria com o restaurante Consagrado e a Alquimia por Paula Franco, o ateliê de gastronomia No Escuro realizará no próximo sábado o Jantar no Escuro, para investigar e celebrar o sentido do olfato!
Os interessados passarão por uma entrevista e desta forma poderão ter seus cardápios individualmente elaborados de maneira surpreendente a agradável! Uma ótima pedida para se conhecer e ainda se divertir!

Dia 23 de outubro, as 20h
R. Bandeira Paulista, 812

Para informações e reservas
ateliê@noescurogastronomia.com.br
9690-7259 falar c/ Maria

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A fidelidade e a verdade

Wednesday, October 13th, 2010

” A monogamia pede sacrifícios a todos. Todo homem é um potencial traidor. Toda mulher é uma potencial traidora. (…) Trai-se por fidelidade e por infidelidade. Trai-se tanto por apego como por desapego. Quantos casamentos são uma traição profunda à promessa de busca de uma vida de enriquecimento afetivo mútuo? Viver este tipo de casamento é uma forma de traição bem mais séria do que um possível adultério representa, a traição ao corpo. A fidelidade hipócrita é um compromisso com o passado que obstrui o presente e o futuro. Melhor o traidor do que o hipócrita”.
Clarisse Niskier, em a Alma Imoral, de Nilton Bonder. http://www.almaimoral.com/

Satya – verdade
pronúncia: sátyá
“Vive tua vida dentro dos princípios da verdade e no compromisso de ser sempre verdadeiro contigo mesmo.”

Ser verdadeiro é perceber nosso próprio estado. É perceber a verdade sobre nós mesmos seja ela qual for, sem fugas nem justificativas.
A verdade começa quando nos vemos tal como somos e partir disto a percepção se desenvolve para as coisas que nos cercam e passamos a ver sem véus. Para isto, necessitamos aprender a manter a mente silenciosa para que se calem as vozes que estabelecem padrões, crenças e dogmas interferindo na percepção clara dos fatos.

Estar aberto para a verdade significa, antes de tudo, aprender a ouvir, aprender a fluir com os fatos e parar de lutar tentando adaptar aquilo que realmente vemos com aquilo que gostaríamos que fosse. A mente deverá estar quieta, sem o movimento do pensamento que faz ruídos e traz os ecos da memória. A verdade será percebida pelo ato de atenção, pela observação.
Em asana, Satya significa o estado do nosso próprio corpo assim como ele é e não como queremos que seja.

ASTHANGA YOGA de Patanjali
Os oito braços do Yoga
comentários: Eloisa Vargas
pronúncia do sânscrito: Alexandre dos Santos
fonte:http://www.yogabrasil.com.br

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Patanjali e a AACD

Friday, October 8th, 2010

Foto do menino Matheus, de 5 anos, que disse à mãe que queria ficar bem forte para poder caminhar.

Tava lendo a matéria capa da Vejinha sobre a AACD, hoje um centro de referência em tratamentos a diversas deficiências físicas, provindas de paralisia cerebral, lesão medular, más-formações congênitas, etc. Embora atendam também adolescentes, adultos e idosos, 70% são crianças! 2500 pacientes é o incrível número que eles atendem, e outras 18 MIL pessoas aguardam uma vaga.
Todos os dias estas pessoas lidam com o desafio de superar os limites dos seus corpos fragilizados, com sérias dificuldades motoras e principalmente, com muita dor. E apesar de tudo isso, sorriem com doçura e agradecem a oportunidade deste tratamento!
Patanjali, o sábio que escreveu o importante tratado de “Yoga Sutras”, há mais de 2 mil anos, sugere que, ANTES DA PRÁTICA DE ÁSANAS (POSTURAS), pratiquemos Yamas e Nyamas, os preceitos éticos da sua relação com o mundo e com você mesmo. Dentre eles, há um que vale a pena destacar aqui, que é TAPAS (aparar as arestas=praticar), traduzido por DISCIPLINA.
Embora o Yoga seja um caminho de autoconhecimento e auto apropriação de corpo e mente (tão bravamente buscados pelo pessoal da AACD ), sabemos que duas aulas por semana têm efeito impressionante no equilíbrio dos sistemas e cura de diversas patologias e distúrbios, começando por ansiedade, insônia e depressão. Apenas DUAS horas por semana!
Vendo o pessoal da AACD, é interessante pensar que, pessoas com condições financeiras razoáveis (alguns até já matriculados em aula de yoga), mobilidade perfeita, maravilhosa sanidade física e mental, preferem ficar no sofá reclamando da vida, das dores, da ansiedade e da depressão “que é culpa de alguém”, achando que praticar yoga DUAS vezes por semana é algo que exige muuuita dedicação, que hoje choveu, que não é segunda feira, que a escola mudou duas quadras para baixo, que a Dilma… uhhh
Um mínimo de disciplina é necessário para equilibrar a vida, sinto em dizer! Na dúvida, recorra aos sábios! E temos duas opções: fazer sem gostar ( o que inclui reavaliar seu hábitos alimentares, prática física, padrões de pensamento, comodismos intelectuais ) ou ter gratidão pela oportunidade e FAZER!
Acho que na AACD ficariam surpresos em olhar como nos tornamos mais reféns da nossa “zona de conforto” do que eles de suas muletas, não?

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Yoga Sutra de Patanjali

Tuesday, February 9th, 2010

atitanagatam svarupato styadhvabhedaddharmanam (Yoga Sutra de Patañjali, 4.12)

A substância daquilo que desapareceu, assim como a do que pode aparecer, existe sempre. Se são evidentes ou não , depende do rumo da mudança.

“O que se manifestará no futuro ou que se manifestou no passado está, essencilamente, em estado latente. O que é passado não desapareceu para sempre.
Patañjali mais uma vez enfatiza que nada pode ser aniquilado. O que é substituído no processo de mudança permanece em estado latente.” T.K.V.Desikachar

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