Frase

“Devemos nos tornar a mudança que queremos para o mundo” – Gandhi

Posts Tagged ‘religião’

Escalda-pés: da tradição judaica à tua casa

Thursday, July 14th, 2011

Se você é do tipo de pessoa (VATA) que vive com os pés gelados no inverno (e no verão), COMO EU :-) , esta é a minha super dica quentíssima e relaxante: o ESCALDA-PÉS.

Conta a história que o Escalda-pés já era utilizado para efeito de limpeza e relaxamento há 6 mil anos, mais conhecido como Lava-Pés.
Há inclusive uma passagem bíblica que envolve esta prática: No Cenáculo, durante a Ceia Pascal, Jesus como Mestre e Senhor, despoja-se do manto, pega uma bacia e põe-se a lavar os pés dos discípulos. Na tradição judaica, oferecer água para lavar os pés era sinal de hospitalidade e acolhida, um ato geralmente realizado por escravos, empregados ou pessoas que cometiam delitos. Jesus com este gesto reverencia seus convidados e deixa uma mensagem de humildade.

O 17º Concílio de Toledo, na Espanha, no ano de 694, prescreveu que o lava-pés deveria ser realizado em todas as igrejas do mundo inteiro, na quinta-feira santa para imitar o gesto de Jesus. Para aqueles padres que se recusavam realizar o rito havia severas penas eclesiásticas. Contudo, o rito estava reservado para as catedrais e basílicas e, mais tarde é que foi permitido ser realizado em todas as igrejas. Em Roma, o gesto do lava-pés na quinta-feira santa generalizou-se a partir do Séc. XI. O Missal de Pio V (1563) coloca o lava-pés no final da missa.

Hoje, esta “prática da vovó” tem salvado meus pés e o corpo todo que se enrijece com o frio. Só não é recomendada para DIABÉTICOS.

Eu costumo colocar na água umas gotinhas de óleo essencial de lavanda, que é TRIDOSHA e super relaxante. Veja neste vídeo da Prana Yoga Journal umas dicas super bacanas para você incrementar seu escalda-pés.

Teste e conte pra gente depois,ok? ;-)

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História de Buda e origem do budismo

Monday, July 4th, 2011

O Budismo nasceu na Índia, no séc. VI a.C., com Buda Shakyamuni. Siddhartha Gautama – “Aquele cujo Desígnio será alcançado” ( nome de origem do Buda Shakyamuni) nasceu ao norte da Índia (atualmente Nepal) como um rico príncipe pertencente a família real dos Sákyas. Durante a gravidez, a rainha Maya, mãe de Sidarta, sentia um contentamento tão profundo que inspirou o rei se voltar para as práticas espirituais, encorajando a ação benevolente e compassiva em todos ao seu redor. Na primavera, a rainha deu à luz nos Jardins de Lumbini, sob uma árvore em flor, e faleceu pouco tempo depois.

Criado sob os preceitos das antigas religiões indianas (naquele tempo, a Índia era um território muito rico nas práticas espiritualistas – Yoga já era praticado como ciência espiritualista -, bem como nas ciências como matemática e filosofia), Sidarta foi cercado de belezas e prazeres pelo pai que, temendo que seu único filho deixasse o lar em busca da verdade, o protegeu da visão de qualquer sofrimento.
Quando o príncipe Sidarta atingiu a maioridade, atendeu o desejo de seu pai de se casar, escolhendo a sábia e virtuosa princesa Gopa, cuja mão conquistou mostrando-se mestre nas artes e ciências mundanas, como os esportes (luta, corrida, natação, arte de cavalgar…), as artes (pintura, escultura, música instrumental, canto, dança…) e o comércio.
Além de tais habilidades, Sidarta tinha completo domínio da magia, dos mistérios da natureza, astrologia, escrituras tradicionais indianas, debate, ritos religiosos e Yoga.
Gopa espelhava as qualidades do príncipe, com pureza de coração, indiferente ao luxo e à ostentação. Eles viveram em deleite, nas mais elegantes moradias.

Aos 29 anos, durante quatro passeios aos jardins fora dos muros da cidade real, o príncipe teve quatro visões que transformaram sua vida: um velho homem, abandonado por sua família; um homem desfigurado pela doença e dominado pela dor; um corpo sem vida a caminho do sepultamento, seguido pelos pesarosos parentes; e um tranquilo asceta concentrado na liberação. (Lembrando que o conceito de “liberação” ou “iluminação” já era praticado pelas filosofias da época, como o Yoga). Profundamente impressionado com a inevitabilidade do sofrimento e inspirado pela serenidade do asceta, o príncipe resolveu renunciar a seu reino para buscar o fim do sofrimento. O coração e a mente de Sidarta abriram-se completamente e ele abraçou o inevitável sofrimento de que os seres humanos padecem.
Partiu a cavalo com seu amigo e cocheiro Chandaka, a caminho da estupa do Buda anterior, Kasyapa, onde o príncipe trocou suas vestes reais pelas roupas em farrapos de um mendigo. Cortou seus cabelos, signo de sua condição real, rompendo simbolicamente os laços com a vida anterior. Mandou que o amigo retornasse ao palácio e foi em busca do “incriado, imorredouro, imperturbável”. Por um tempo viveu só na montanha de Rajagrha, e depois foi atrás de cada mestre do país, de cada filosofia, aprendendo seus ensinamentos, até que continuou sua busca espiritual por si só.

Viveu em lugares ermos e praticou as mais severas austeridades, como comer apenas um grão de arroz. Através de tais práticas, alcançou níveis de consciência muito expandidos, embora temporários, e desenvolveu extraordinário poder de determinação, mostrados em cada pedido de seu pai para que regressasse.

Compelido pela compaixão dos seres em sofrimento, abandonou a prática de austeridades, aceitou o prato de arroz com leite oferecido por uma donzela, e sentou-se solitário sob a árvore bodhi, a algumas milhas ao sul da vila de Gaya. Ali, fez voto de não se levantar até que tivesse atingido completa e perfeita iluminação. Sem se distrair ou seduzir com os deuses do medo e do prazer, Sidarta, naquela noite, compreendeu as as operações internas do samsara, o ciclo de nascimento e morte, as vidas passadas de todos os seres e observou o karma em operação.

Compreendeu os padrões de sofrimento, o emaranhado de suas causas e condições e a maneira de trazê-las a um fim. Torna-se um Buddha, o completamente desperto.
Após sete semanas, o Desperto levantou-se de sob a árvore bodhi e dirigiu-se ao Parque das Gazelas em Varanasi, onde residiam seus antigos seguidores. Pelos 45 anos seguintes, o Buddha viajou extensamente ensinando o Dharma a centenas de milhares de seguidores.

Durante o octogésimo ano de vida do senhor Buda, chegou o tempo de seu último ensinamento: Conclamou seus seguidores a buscarem a verdade por si mesmos e a agarrarem-se à verdade como uma lâmpada e a um refúgio. Depois de pronunciar suas últimas palavras – “Monges, a decadência é inerente a todas as coisas compostas”, o Desperto entrou em Paranirvana, fundindo-se com o inconcebível onipresente Dharmakaya.

Pelas mãos de seus discípulos, o budismo firma-se como filosofia e religião em diversas vertentes, que dão continuidade aos ensinamentos do Buddha.

A fonte deste texto é do budismo Vajraya, escola tibetana na qual estudei. ‘Caminhos para a Iluminação’ do Instituto Nyingma.

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A relação estável e a sogra: HADES E PERSÉFONE

Friday, July 1st, 2011


HADES E PERSÉFONE:

A jovem e bela Perséfone é esposa de Hades, o deus das profundezas. Ela foi raptada por ele e levada para o submundo. Na antiguidade, o rapto era uma prova de amor. Neste caso, o ato deixou bravíssima a mãe da moça, Deméter, a deusa da terra, que se vingou sobre a humanidade não permitindo que mais frutos crescessem, matando de fome os humanos. Zeus, preocupado com o iminente fim dos seus brinquedos prediletos, os humanos, interfere na disputa e ordena que Perséfone passe metade do ano com a mãe e metade do ano com o marido. Assim, todos ficaram satisfeitos.

Ele, muito introvertido, sente prazer em estar solitário e não é apegado as relações amorosas. Se por um lado é desajeitado nos jogos de sedução e na fase da conquista, por outro, quando ama, mantém a relação e é muito fiel. Ela, muito sensível embora excessivamente vaidosa. Aprecia o mundo da imaginação, dos sonhos e dos ideais. É a relação em que a mulher não se sente cortejada pelo parceiro mas acaba ficando na relação porque ele lhe dá estabilidade e segurança emocional.

Curioso, não?

Captar o significado do mito requer apenas coração aberto. Essas histórias são verdadeiros caminhos para o autoconhecimento, cheias de provocação e profundos significados.

Se você quiser explorar um pouquinho mais deste universo, recomendo “O Livro de Ouro da Mitologia – Histórias de Deuses e Heróis”, de Thomas Bulfinch, e “Mitologia Viva: Aprendendo com os Deuses a Arte de Viver e Amar”, de Viktor Salis.

Nas imagens, ‘O Rapto de Proserpina’, escultura de Gian Lorenzo Bernini (1598-1680). Por favor, antes de fechar o post precisei colocar o detalhe da escultura. Uma olhadinha rápida! Sensacional, não?

Gostaram deste passeio pela festa dos deuses gregos??! :-)

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A paixão “caliente”: ARES E AFRODITE

Thursday, June 30th, 2011

Na mitologia não vigoram valores morais como os nossos. Deuses e deusas vivem seus desejos sem barreiras, obedecem apenas e totalmente à paixão. As histórias estão carregadas de exemplos sobre as conseqüências da traição, do ciúme e da vingança.

ARES E AFRODITE:

Olha ela aí de novo, gente!

Como vimos no post anterior, Afrodite, que não era o centro das atenções para seu ocupado marido, Hefesto, acaba por se envolver com seu cunhado, irmão de Hefesto, Ares. Não se sabe ao certo se ela fez isso para despertar o ciúmes do marido. O fato é que eles se apaixonaram e Ares, o deus das armas, torna-se sensível em presença de sua amada. O amor entre os dois é forte e sensual. Ela é misteriosa e encantadora. Ele é protetor. Esse encontro mostra como o homem forte pode ser adoçado pelo amor de uma mulher.
Mesmo separados por Zeus que não admite esta relação para não arrumar encrenca com a “patroa”, Hera (mãe de Ares e Hefesto), os dois voltam a se encontrar e acabam por receber de Zeus uma sentença de nunca mais poderem se tocar, e serem obrigados a passar toda a eternidade olhando um para o outro. Para os romanos, Afrodite é Vênus e Ares é Marte, que se olham de perto mas não podem se tocar.

Só para constar, Afrodite, Ares e Hefesto eram irmãos… mas quem se importa, né?

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Workaholic e traição: HEFESTO E AFRODITE

Wednesday, June 29th, 2011

Para os gregos, a arte de amar era disciplina obrigatória nas escolas da antiguidade clássica (do séc. 4 ao 1 a.C.). “Nas escolas, ensinavam truques de conquista, estratégias e a arte de seduzir”, segundo Viktor Salis, professor de mitologia grega.

HEFESTO E AFRODITE

Zeus, o deus supremo do Olimpo, determinou que a mais bela, Afrodite, a deusa do amor, tinha de ser capaz de amar o mais feio (Hefesto era coxo e o único imperfeito dos deuses do Olimpo). Com muitas habilidades de apreciar o prazer e a beleza, de ser criativa e sensual, Afrodite aprecia a sedução, a música, luzes de velas e presentes. Eles vêm a se casar e, desta união, espalhou-se a lição de que “o belo e o amor foram feitos para serem doados e não guardados”. Afrodite representa a doação do amor, absolutamente pura e legítima. O problema é que Hefesto estava sempre ocupado demais trabalhando. Por se achar feio, Hefesto não se julga merecedor do amor de Afrodite. Acaba por se preocupar tanto com o trabalho que não consegue excitá-la e ela acaba cedendo aos desejos de um amante, Ares (irmão de Hefesto).

A união de Hefesto e Afrodite simboliza o casamento formal, pouco erótico, pautados pelo excesso de trabalho, a pouca dedicação aos prazeres e a beleza e a consequente infidelidade.

Na imagem, O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli (1482–1486). No panteão romano, Vênus era o nome de Afrodite.

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O Casamento por ZEUS E HERA

Tuesday, June 28th, 2011

A mitologia grega traz até hoje, cenários de sobra para debatermos sobre as nossas construções sociais e o papel do indivíduo no coletivo.
Para o psiquiatra suíço Carl G. Jung (1875-1961), somos habitados por características que correspondem ao perfil de deuses e deusas. Jung era um grande estudioso das antigas religiões e seus arquétipos em nossas personalidades, e seus reflexos em nossas relações.

ZEUS E HERA:

Eles são os deuses supremos do Olimpo e representam o casamento duradouro, embora a relação fosse sempre subjugada pela infidelidade, o temperamento forte e a promiscuidade de Zeus. Conhecendo o comportamento de Zeus, Hera, herdeira da sabedoria matriarcal, se mantinha casada pela obrigação de dar o “bom exemplo” da relação estável aos demais deuses e mortais.
Hera é o símbolo da fidelidade absoluta, considerada então o porto seguro deste “reinos de vontades” de Zeus. O relacionamento é marcado por um comportamento patriarcado, picante, com muito ciúmes e pela possessividade desta mulher que se sente tantas vezes insegura.

Atualmente, a mulher-Hera tanto pode representar o feminino subjugado pela sociedade patriarcal quanto pode simbolizar o feminino sábio e maduro. O homem-Zeus, como se vê, dispensa apresentações! :-/ É bem conhecido de todos nós.

Qualquer semelhança, não é mera coincidência…

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O Erotismo por EROS E PSIQUE

Monday, June 27th, 2011

Falamos aqui no blog várias vezes sobre a mitologia e religião orientais. Que tal explorarmos um pouquinho como se desenvolveu a noção do amor e do relacionamento na cultura que foi o berço da civilização ocidental e que ainda é a base para vários de nossos pensamentos até os dias de hoje?
A MITOLOGIA GREGA é uma grande festa que mistura sentimentos humanos e divinos, expõe nossas próprias alegrias e mazelas nas dores e delícias desta relação conturbada que temos entre estas duas porções (a imperfeita e a perfeita) que habitam em todos nós.
Escolhi um casal para ilustrar cada temática.
Mas vamos ao Olimpo e aos casais que mais se destacam nesta festa. (Um por dia, para a gente não se atrapalhar com tanta história,ok?)

EROS E PSIQUE :

Psique era uma jovem belíssima, mas não conseguia admirar ninguém. De longas distâncias vinham homens para admirá-la. Com ciúmes, Afrodite, a deusa do amor, ordenou que seu filho Eros (Cupido, no panteão romana) flechasse a moça para que ela se apaixonasse por ele. No entanto, Eros encantou-se por Psique e imediatamente se viu apaixonado. Após ser conduzida a um palácio por Zéfiro ( o vento do oeste), Psique adormeceu e, quando acordou, foi seduzida por Eros que, apesar de amá-la, não mostrou o seu rosto. Eram imensamente felizes, amando-se todas as noites, até que ela acendeu uma lamparina para poder enxergá-lo, derramando sobre ele uma gota de azeite que o feriu o fez fugir.

Observem como o amor pode ser fugidio quando conhecido. Um pouco de mistério é vital para o erotismo. E o perdão também, pois Psique consegue reconquistar seu amado. As características deste par são jovialidade e frescor. E isso não depende da idade. Nesta relação, o afeto engrandece sem tolher.

Da união de Eros e Psique nasceu Volúpia (conhecida também como Prazer)

Na imagem, escultura de Eros e Psique em mármore, do artista neo clássico Antonio Canova. O Neoclassicismo foi um corrente filosófica e estética de larga difusão que se desenvolveu entre meados do século XVIII e meados do século XIX na Europa e América.

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