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Pelo menos não diretamente, segundo estudos que tentaram comprovar o gasto metabólico mínimo que uma atividade deve ter para obter esses efeitos. Para ter representatividade na mudança do sistema cardiovascular a atividade física deve utilizar, por um período mínimo de 30 minutos, pelo menos 50 a 60% da frequência cardíaca máxima predita para aquele indivíduo, o que a grande maioria das linhas de hatha yoga não faz. Atividades de força, como a musculação e aeróbias, como a corrida, modificam a morfologia do coração, fazendo com que ele fique mais forte ou bombeie mais sangue, melhorando fatores que fazem nosso sangue circular, conhecidos como mecanismos de pré-carga e contratilidade.

Então por que o yoga melhora pressão alta e modifica nossa frequência cardíaca entre outros vários benefícios iguais aos dos exercícios?

O yoga utiliza mecanismos diferentes do exercício para ter resultados semelhantes. A pratica interfere diretamente do sistema parassimpático que é a parte do sistema nervoso que interfere diretamente nos batimentos do coracão fazendo com que ele fique mais calminho. Outro detalhe é que o yoga faz com que o sangue circule mais facilmente pelos vasos, seja pelo relaxamento dos músculos ou pela capacidade da nossa caixa torácica se expandir melhor através das posturas e dos exercícios respiratórios, fazendo com que o coração se preencha mais facilmente de sangue a cada batimento.

Há também o fato da prática de yoga equilibrar o sistema endócrino, fazendo com que hormônios de estresse, de bem estar geral e do funcionamento do organismo sejam equilibrados. As outras atividades que comentamos utilizam a liberação destes hormônios na elevação da frequência cardíaca na regularidade dos exercícios enquanto este equilibrio no yoga é feito de forma na maioria das vezes desconhecida.

Tudo isso faz com que os resultados da pratica de yoga e da atividade física tradicional sejam muito parecidos, mas sejam conquistados de forma diferente.

Bruno Fernandes Bernardes